Taxas e impostos da loja
Em Configurações → Taxas e Impostos: “o que você declara aqui é o que o relatório usa para estimar quanto sobra de cada venda.”
São três abas, e nenhuma é obrigatória para vender — elas existem para o relatório conseguir responder quanto sobrou, e não só quanto entrou.
Impostos
Seção intitulada “Impostos”A alíquota estimada é o percentual que você provisiona de imposto sobre cada venda. No Simples Nacional, costuma ser a alíquota efetiva da sua faixa — quem sabe qual é a sua é o seu contador.
Marque “o imposto também incide sobre a taxa de entrega” se o frete entra na base de cálculo do seu regime. Regimes diferentes tratam isso de formas diferentes.
Vale a partir de
Seção intitulada “Vale a partir de”Toda mudança abre uma vigência: a anterior fecha na véspera, e o relatório de cada mês continua lendo a alíquota que valia naquele mês. Você escolhe quando a nova começa:
- desde o início deste mês — o normal quando você está cadastrando agora algo que já era verdade;
- a partir de hoje — o que já passou neste mês fica com o valor anterior;
- a partir de uma data — para o aumento que você já sabe que vem.
Não dá para voltar além do dia 1º do mês corrente. Você pode corrigir o mês que está correndo; os meses fechados não mudam, porque o resultado deles já foi lido.
O histórico embaixo mostra todas as vigências, e marca a que vale hoje.
Panorama dos últimos 12 meses
Seção intitulada “Panorama dos últimos 12 meses”Abaixo do formulário de Impostos, só leitura: quanto a loja vendeu e quanto sobrou, mês a mês, com as taxas que valiam em cada mês. É o que transforma a alíquota de um número abstrato no efeito dela sobre o seu movimento real.
Marque Simular com as taxas de hoje para refazer os doze meses com a alíquota e as taxas que valem agora — é o “e se eu tivesse negociado essa taxa no ano passado?”, com o histórico da sua loja no lugar de uma conta de guardanapo. Nada é gravado: a simulação é só uma segunda leitura dos mesmos números.
O mês em que a loja não vendeu não aparece: uma barra zerada diria “vendemos zero” onde a verdade é que a loja não operava.
Maquininha de cartão
Seção intitulada “Maquininha de cartão”O que a maquininha e o banco cobram de cada venda. Cada linha aceita um percentual e um valor fixo — é assim que as adquirentes cobram, e as duas partes somam.
As formas ficam separadas por quem cobra, em seções que você abre e fecha:
| Seção | Quem cobra |
|---|---|
| Pagamento presencial | a sua maquininha e o seu banco, quando o cliente paga na sua frente. Dinheiro fica em 0%, porque não passa por maquininha nenhuma |
| Link de pagamento | uma linha para cada forma em que o link pode ser pago — Pix, crédito, débito, boleto e vale |
| Bandeiras de cartão | as taxas por bandeira, se a sua maquininha cobra diferente para cada uma |
E o pagamento online?
Seção intitulada “E o pagamento online?”Aqui não há o que declarar. Quando o cliente paga pelo seu site — Pix, débito ou crédito online —, o próprio provedor informa, em cada pagamento, quanto ficou com ele. É esse número que entra no resultado, e ele é mais fiel do que qualquer taxa que você pudesse digitar: já vem com a bandeira, as parcelas e o que o seu contrato tiver de especial.
A taxa aparece no detalhe de cada pedido em duas partes — processamento e antecipação do recebimento, quando você recebe na hora em vez de esperar o prazo do provedor. Veja Pagamento online.
No lugar da antiga seção Pagamento online na vitrine a aba mostra só esse aviso.
As seções abrem e fecham sozinhas
Seção intitulada “As seções abrem e fecham sozinhas”Ao entrar na aba, abre o que falta declarar e fica fechado o que já está pronto. Fechada, cada seção diz o tamanho e a pendência — “5 linhas · 2 sem taxa” ou “5 linhas · tudo declarado” —, então dá para ver o que falta sem abrir nenhuma.
O “vale a partir de” é um só, no topo da aba, e vale para o que você salvar ali. Cada seção tem o próprio botão de salvar, e ele grava só o que você mudou naquela seção: corrigir a taxa do Pix não abre vigência nova nas outras linhas.
As formas que você não aceita saem do caminho
Seção intitulada “As formas que você não aceita saem do caminho”Se você desligou uma forma em todos os canais, em Formas de pagamento, ela não aparece nas seções de taxa — vai para um bloco fechado no fim, Formas que você não aceita. Quem só recebe Pix, dinheiro e crédito para de preencher quatorze linhas.
Ela não some: se voltar a aceitar, a forma volta para a seção dela. E, se já havia taxa declarada, a linha continua à vista mesmo desligada — aquela taxa ainda resolve os pedidos antigos, e o relatório precisa dela.
Desligar em um canal só não tira nada da tela: você continua aceitando a forma nos outros, e a taxa continua valendo para essas vendas.
Bandeiras
Seção intitulada “Bandeiras”Só preencha se a sua maquininha cobra diferente por bandeira. Clique numa das sugestões (Visa, Mastercard, Elo, Hipercard, Amex) ou em Adicionar outra bandeira para a que só você tem — Cabal, Banescard, a bandeira do posto.
Cada bandeira tem uma taxa de crédito e uma de débito. A taxa da bandeira vence a genérica: se a Amex custa mais que o resto, cadastre só a Amex e deixe as outras na taxa do crédito.
Com pelo menos uma bandeira cadastrada, a baixa do pedido passa a perguntar qual passou — é assim que o relatório sabe qual taxa aplicar. Com a lista vazia, ela não pergunta.
Desmarcar “aceito esta bandeira” tira a bandeira da lista que a baixa oferece, sem apagar o histórico dela.
Taxa de entrega
Seção intitulada “Taxa de entrega”Duas perguntas sobre o frete, e as duas mudam o resultado:
Quem faz a entrega é o mesmo campo de Estabelecimento → Operação — mudar aqui muda lá.
- Entregadores da casa: a taxa de entrega é receita sua e entra no resultado. É com ela que você acerta a diária da equipe.
- Plataforma parceira: a taxa continua no total do pedido, mas é dinheiro de passagem — o relatório a mostra como custo a acertar com o parceiro, e ela fica fora da base do imposto.
A entrega na base do imposto é a mesma caixa da aba Impostos, repetida aqui porque é aqui que a pergunta costuma aparecer. Com plataforma parceira ela fica travada: o frete não é receita sua, e provisionar imposto sobre ele seria provisionar sobre dinheiro que só passa.